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Fungos que “Pensam”? Cientistas descobrem que eles reconhecem formas e planejam rotas

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Você já olhou para um cogumelo e pensou que ele poderia estar… te analisando? Pode parecer roteiro de filme de ficção científica (alô, The Last of Us!), mas uma descoberta recente publicada em 19 de fevereiro de 2026 mostra que os fungos são muito mais espertos do que imaginávamos.

A Inteligência sem Cérebro

Pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, realizaram experimentos com o fungo Phanerochaete velutina (um tipo de fungo que decompõe madeira) e os resultados foram surpreendentes. Eles organizaram blocos de madeira em diferentes formatos geométricos — círculos e cruzes — para ver como a rede de micélio (o “corpo” do fungo que fica sob a terra) se comportaria.

O que aconteceu parece mágica: o fungo não cresceu apenas ao acaso.

  • No arranjo em cruz: O fungo priorizou o crescimento para as extremidades, como se soubesse que precisava se expandir para encontrar mais recursos.
  • No arranjo em círculo: Ele manteve uma conexão interna robusta, “entendendo” que a área central já estava cercada.

Isso Existe?!

Sim, isso existe! A descoberta sugere que os fungos possuem uma forma de inteligência descentralizada. Sem ter um único neurônio ou um cérebro centralizado, a rede micelial consegue processar informações sobre o ambiente e tomar decisões estratégicas de crescimento.

Isso muda completamente nossa compreensão sobre o que é “tomar uma decisão”. Se uma rede de hifas na floresta consegue reconhecer padrões espaciais, o que mais esses organismos silenciosos estão fazendo debaixo dos nossos pés?

Implicações para o Futuro

Além de explodir nossas cabeças com a ideia de “fungos pensantes”, essa pesquisa tem aplicações práticas. Engenheiros já estudam como essas redes biológicas podem ajudar a projetar sistemas de comunicação e rotas de transporte mais eficientes e resistentes a falhas.

E você, da próxima vez que vir um cogumelo no jardim, vai olhar para ele com o mesmo desdém ou vai ficar com medo de ele estar planejando a próxima rota até o seu sapato?


Fontes Oficiais da Pesquisa:

  1. Site Oficial da Universidade de Tohoku (Press Release):
  2. Publicação Científica (Journal Fungal Ecology):
  3. Matéria detalhada na Popular Science (PopSci):
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