Imagine estar em uma festa barulhenta e ouvir alguém gritar seu nome. Você vira instantaneamente, certo? Pois saiba que, na savana africana, se você fosse um paquiderme, o efeito seria o mesmo. Um estudo recente revelou que elefantes africanos criam sons específicos para se referirem uns aos outros — basicamente, eles inventaram o nome próprio.

O LinkedIn da Savana
Cientistas analisaram centenas de barritos de elefantes selvagens no Quênia usando algoritmos de inteligência artificial. O que descobriram foi fascinante: quando um elefante brame, ele não está apenas soltando um som genérico; ele emite um rótulo vocal que identifica um indivíduo específico.
Isso coloca os elefantes em um grupo seletíssimo. Até então, sabíamos que golfinhos e papagaios “chamavam” uns aos outros, mas eles fazem isso imitando a assinatura sonora do outro. Os elefantes, por outro lado, parecem ter a capacidade de pensamento abstrato para nomear seus amigos e parentes sem precisar imitá-los.
A Curiosidade por trás do fato
O mais bizarro (e fofo) é que, assim como nós, os elefantes não saem berrando nomes o tempo todo. Eles usam os nomes principalmente quando estão longe uns dos outros ou quando as matriarcas estão chamando os filhotes para a ordem. Além disso, o estudo mostrou que um elefante ignora completamente um chamado que não é endereçado a ele, mas responde com entusiasmo quando ouve seu “nome” vibrando no ar. É a etiqueta social da savana funcionando em frequências que nossos ouvidos mal conseguem captar.
Conclusão
Se você achava que a vida social dos elefantes se resumia a comer quilos de vegetação e tomar banho de lama, pense novamente. Eles possuem uma estrutura linguística que rivaliza com a nossa em complexidade emocional. Da próxima vez que ouvir o clássico “fuummm” de um elefante, lembre-se: ele provavelmente tem um nome bem mais legal que o seu, só que em uma frequência subsônica.
Fontes:
- Nature Ecology & Evolution: African elephants address one another with individually specific name-like calls
